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Como é negociar com um creator quando você já foi creator

Dois dos sócios da Bnoted passaram anos do lado de quem cria. Na negociação, isso aparece em detalhes pequenos, e são eles que fazem uma campanha sair boa.

2 min de leitura

Duas pessoas de crachá descendo uma escada ao ar livre, com copos de café na mão

Antes de negociar com creators, dois dos sócios da Bnoted negociaram como creators. O Leonardo Balthazar foi influenciador por seis anos. O Olavo Junqueira começou no Desimpedidos, construiu um canal com mais de 100 mil inscritos no YouTube e foi VJ no Instagram da MTV.

Essa bagagem vai além da biografia. Ela aparece em detalhes da conversa com quem cria, e são eles que separam uma campanha boa de uma campanha que só foi ao ar.

O briefing que deixa a pessoa ser ela

Quem já recebeu roteiro pronto, palavra por palavra, sabe como termina: o conteúdo sai com cara de anúncio e a audiência passa reto. A marca pagou pelo alcance e deixou de fora justamente a voz que fazia aquele perfil valer a pena.

Por isso o nosso briefing dá contexto em vez de texto decorado. Ele diz o objetivo, o que não pode faltar e o que a marca não pode dizer. O resto fica com o creator. O natural que funciona quase nunca nasce do nada, ele vem de uma direção clara que deixa espaço para a pessoa ser ela.

O tempo de quem cria

Para a marca, um post é uma entrega na planilha. Para quem cria, é ideia, roteiro, gravação, edição, ajuste e aprovação, tudo encaixado entre outros trabalhos. Quem já viveu isso não pede refação de véspera como se fosse coisa simples, e monta o cronograma contando com o tempo real da produção.

Parece detalhe, mas muda o timing da campanha inteira. O público percebe quando um conteúdo foi feito com pressa.

Valor justo para os dois lados

Negociar com quem conhece a conta do creator encurta a conversa. A gente sabe que o número de seguidores é só uma parte do preço. Também pesam o trabalho de criação, onde e por quanto tempo a marca vai usar o conteúdo e se existe exclusividade. Com tudo isso na mesa desde o começo, o contrato sai mais claro.

E a negociação não acaba no valor. Um contrato que diz o que acontece depois da publicação protege a marca e o creator ao mesmo tempo.

Quando a resposta é não

Ter sido creator também ensina a reconhecer quando uma parceria não combina. Do lado de quem cria, a gente percebe rápido quando uma marca escolheu pelo número e não pelo encaixe. A audiência percebe também.

Às vezes, o melhor resultado de uma negociação é não fechar. Uma parceria forçada custa caro para a marca, que paga por um conteúdo em que ninguém acredita, e mais caro ainda para o creator, que gasta a confiança da própria audiência.

Dos dois lados da mesa

Quando a gente fala que está dos dois lados da mesa, é disso que está falando. A marca chega a uma conversa em que alguém entende a rotina do creator, e o creator negocia com alguém que sabe o que a marca precisa provar. É essa conversa que a gente faz antes de qualquer campanha sair do papel.

Outros insights

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