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Estratégia

Por que alcance sozinho não responde à pergunta da diretoria

Alcance diz quantas pessoas viram a campanha. A diretoria quer saber se ela valeu. Entre as duas perguntas cabe quase tudo o que a gente lê num projeto de influência.

2 min de leitura

Equipe reunida em volta de um computador, conversando sobre o que aparece na tela

A reunião de resultado costuma abrir com o número mais bonito do relatório, aquele alcance de milhões que dá orgulho de mostrar. Aí alguém da diretoria pergunta se valeu o investimento, e o slide não tem resposta.

Alcance conta quantas pessoas tiveram o conteúdo na tela. Ele não diz se elas prestaram atenção, se entenderam a mensagem ou se lembraram da marca no dia seguinte. Muito menos se a imagem da marca saiu melhor do que entrou.

O que o alcance mede, e o que fica de fora

Alcance mede distribuição, e distribuição importa: ninguém lembra de uma marca que nunca viu. O problema começa quando ele vira a única régua. A escolha do creator passa a seguir a mesma lógica, ganha quem tem mais seguidores e a conversa sobre encaixe fica para depois.

Um perfil enorme com uma audiência que não confia nele entrega muito alcance e pouca coisa além disso. Já um perfil menor, com uma comunidade que ouve o que ele diz, pode alcançar menos gente e provocar mais resposta. Os dois números vão parar no relatório, mas só o segundo ajuda a responder à diretoria.

Como a gente lê um resultado

Na Bnoted, alcance é o ponto de partida da leitura. Logo em seguida vem a resposta, o que as pessoas fizeram com o conteúdo: comentaram, compartilharam, clicaram, mandaram pergunta no direct. É ali que aparece se a mensagem tocou alguém. E por cima das duas fica a construção de marca, a mudança no jeito como as pessoas falam da marca e a reconhecem.

Para comparar campanhas, entram três custos: CPM, o de cada mil impressões; CPV, o de cada visualização; e CPE, o de cada engajamento. Eles colocam a influência na mesma língua do resto do marketing e mostram, sem maquiagem, qual conteúdo rendeu mais por real investido. Do lado dos custos vem a leitura qualitativa, porque o que as pessoas escrevem nos comentários diz coisas que nenhuma planilha mostra.

O que a gente não promete

Viral garantido, venda certa, sucesso medido só em alcance. Quem promete isso está vendendo o que não controla. Influência constrói marca e abre conversa, e a venda depende de produto, preço, momento e de muita coisa que não está no post.

Combinar isso no começo do projeto muda a reunião do fim. A diretoria sabe desde o primeiro dia o que vai ser medido e por quê, e ninguém precisa defender o número mais alto do relatório como se fosse o único que existe.

A pergunta certa vem antes da campanha

O jeito mais seguro de responder à diretoria é combinar a pergunta antes. Esta campanha precisa provar que a marca chegou a um público novo, ou que ela pode falar de um assunto com autoridade? Cada resposta pede um creator, um formato e uma régua diferentes.

Com isso definido, o alcance volta ao lugar dele, como uma informação importante dentro de uma conta maior. Entra na análise. Só não decide sozinho.

Outros insights

O próximo encontro pode começar aqui.

Você fala por uma marca, um creator ou uma agência? Conte seu desafio e a gente responde com o próximo passo certo para o seu perfil.

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